domingo, 18 de novembro de 2007

Super-Exploração da Imagem

Há uma coisa que me incomoda, e não é por despeito. Os meios de comunicação - principalmente TV e revistas - têm explorado de forma maçante a imagem de "famosos". Como temos liberdade (graças a Deus!) para selecionar o que queremos ver, ouvir e ler, é possível se desvencilhar do sensacionalismo e do jornalismo apelativo sobre a vida das intituladas "celebridades". A palavra "celebridade" tem sido bastante utilizada para designar alguns famosos da TV, e outros, nem tanto.

Célebre (no Houaiss) quer dizer "distinto pelo saber, mérito e demais qualidades louváveis; notável, ilustre". Ótima definição para expressar minha opinião. Não assino e não leio revistas especializadas em "fofocas". Não tenho nada contra atores, atrizes, cantores, cantoras e outros artistas do meio, ao contrário creio que alguns tenham qualidades louváveis. No lugar da super-exposição do corpo feminino, de assuntos medíocres, do clamor ao poder, dinheiro, consumismo e beleza (que têm como único objetivo ganho de audiência e alto faturamento), deveria-se dar destaque àquilo que nos orienta à verdade, ao raciocínio, ao conhecimento, ao crescimento intelectivo. O que será das crianças de hoje e de outras que ainda virão, sem a memória viva de escritores, escritoras, poetas, artistas e estudiosos que contribuíram efetivamente para a construção de nosso país, de nossa cultura, literatura, ciência, enfim de nossa identidade nacional.
Não defendo o extermínio dos programas de TV e das revistas que divulgam e exploram a imagem destas "celebridades". Todos temos liberdade para fazer o que se quer. Apenas sei que eu e minha família não fazemos parte das estatísticas de audiência. Mas, aproveito este espaço para alertar outros pais que busquem outras alternativas de entretenimento para seus filhos e não se deixem "contaminar" por essa alienação. Mesmo quem não pode pagar por assinatura de TV (como é o meu caso), há por exemplo, a TV Cultura que dispõe de ótimos programas de caráter informativo, de interesse público e que visa a transformação qualitativa da sociedade. It´s just it!

Um comentário:

Roseane, disse...

Encontrei o post. Muito legal. Você tem razão, nós estamos exposto a essas imagens, mas quem escolhe somos nós se queremos ver ou não. Valeu a dica!